domingo, 28 de fevereiro de 2010

Poesias de um Dia

Força de vontade

Traindo minha honra,
Vivendo em pensamento possíveis vidas.
Aguardando por cada segundo por uma forma.
Onde possa amar, e fechar um pouco essas feridas,

Tentando luta e silenciado por essa mordaça.
Essa camisa de força social seguindo a tendência.
Minha esperança sobressai podendo moldá-la.
Tento supera essa torturante distancia.

Cada dia confinado há mais um dia.
Repetindo e não mudando em um tédio infernal
Deitarei em uma noite estrelada.
Olhando o rosto de minha amada
Em um dia de vida, um segundo colossal.

Peço forças, forças pra continuar.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Certa vez ...

Ofegante ele correu com os pulmões praticamente sugando seu intestino, saberia que seria tarde de mais se cada elemento do aleatório tivesse ocorrido de forma diferente, aquilo não aconteceria como ele realmente queria que acontecesse, fechou os olhos.
Era tudo um sonho e ficou por ver incontáveis estrelas em um céu nu sobre sua cabeça, está ofegante com o repentino despertar, o frio sobre sua espinha dava as horas da madrugada escura. Deveria realmente está ali de fronte com seu destino? Olhando pra vastidão do escuro percebeu que as formas começariam a aparecer para atormentá-lo nessa noite silenciosa. Sua coragem se esvaia como uma água corrente, tomado pelo desespero e deitar com o peito pra cima, uma mão veio para irradiar seus medos, uma mão morna e ao mesmo tempo tremula.
Ao se deitar de lado viu um rosto, o rosto mais angelical que viria em sua vida até então, suas orelhas ardiam com essa presença por ventura esquecida. Estava ali com os olhos fechados e iluminados por poucas estrelas de uma noite quente de verão a menos de três centimetros de seu nariz. Admirou as formas na penumbra por um tempo deixando sua existência de lado, suas preocupações, tudo, apenas olhando o formato do nariz e de suas têmporas e por hora seus lábios, e algo aconteceu pela coincidência  de seu sonho pela sua filosofia caótica, os três centímetros já não eram nada após um vento frio dessa noite junto com um abraço.
Ele não esperava por isso, meu intimo rugia como uma fera presa sentia algo quente em seu pulmão, com as cabeças junta ocorreu um beijo repentino e rápido, queria aquilo naquele momento mais que tudo, sem se preocupar com o amanhã, sem se preocupar com o ontem, querendo apenas esse beijo junto às estrelas, pois elas acabariam sendo seu único confidente.
A noite se passava em uma troca de carinhos dessa amizade de muito tempo, com uma definição singular e bem própria, que estranho disse ela perguntando com o rosto próximo, recebendo apenas uma contra-resposta de mais ou menos.
A noite virou dia e abraçados viram o nascer do sol e nunca mais eles retornaram a se abraçar por fato do destino, um não pertence ao outro e nunca pertencerão, somente por uma series de fatores que levaram a um beijo em uma noite quente de verão sobre as estrelas.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Poesias de um Dia

Amor Incondicional

Ando nas ruas, sem emoção, sem sentido.
Levando comigo o eterno martírio
Fazendo mil e uma máscaras e mentindo
E tudo que quero simplesmente expressar meu eu lírico...
Sofro sempre por algo efêmero de um desejo fatal
Sigo meus princípios e meu coração
Por mais que tento, meus odeios vêm de modo colossal...

Encontro, algo além de minha razão,
Onde, talvez, sofrerei ou amarei.
Mas hoje afastarei, com teu abraço, da solidão.
Consagrarei cada segundo, e para sempre lembrarei.
Fluxo mental sancionando meu paradigma
Desistindo do que realmente importa
E tornando sempre uma forma ambígua
Deixando minha lucidez morta

Ao simples toque de sua mão
Elevo minha mente em um entorpecimento
Mas o certo será que te amei...
Mesmo que nunca perceba e que seja tudo em vão...
Enquanto desfaleço, por algo belo como esse sentimento...
Sacrifícios serão feitos, sendo o único legado que deixei...



Quando descobri o que significaria isso não importa que venho sentindo, pois aquilo segue uma lealdade sem requisitos, e contudo sendo egoísta, fico de figuração sobre sua vida.
Amor platônico seria a resposta, mas isso seria algo que nunca teria, enquanto tiver sua mão, enquanto tiver sua preocupação ou seu olhar curioso pela minha excentricidade, isso não será um amor platônico, será algo que foge das condições da palavra. Lealdade de um sentimento que por ventura chegar a morbidade e ao prazer dos pequenos e invisíveis atos que passam somente por minha cabeça, um amor chamado de Incondicional em minha visão.
Existem momentos únicos, que nunca se apagarão, mesmo que tudo tenha sido em vão.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Senteça

Quando você sente culpa por algo, reflita sobre a excelência dela, pois contarei um segredo você nunca estará culpado, o meio onde você se encontra o transformará em culpado, sendo essa culpa, bem como a dualidade das ações de bondade e maldade, depende do ponto de vista do julgamento.

Sempre houver essa culpa como forma de violência e vingança, tanto fisica e moral, como a seleção natural é aplicada à natureza e o ser hunamo dito racional, é por outro lado o mais agressivo com a propria espécie. Nessa seleção o mais resistente sobrevive e consegue julgar os demais.

A Culpa surgiu em todas as civilizações, como fato de controlar os ditos impunes, mas com isso surgiu o "olho por olho, dente por dente". Com isso surgiu as vingança justas perante o civil, mas realmente justa? Quem julga também é falho, pois sempre recairá para a parte mais fraca.

A Sociedade como um todo julga sua atitude, seu gosto, sua vida, você será culpado para alguém assim como o Herói para uma geração, então não tenha culpa, não tenha esse medo que lhe colocam diariamente esse julgo, apenas viva, pois essa justiça alheia sempre lhe sentenciará a mesma punição, essa eterna cela em seu corpo.

Para se livrar dessas correntes terá primeiramente, que vencer dessa moralidade tão imoral para quem não precisa dela. Por tanto terá meio para vencer essa primeira etapa, e lutar para que outras pessoas possam ver, assim como um dia possa desfrutar da liberdade. Tendo então uma liberdade de pensamento seu, e não daqueles a qual o julgam ... todos os dias.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Poesias de um Dia

Prazer de Tal/Vez.

Acabo de acordar, mas não desejo levantar.
Penso em minha vida e não encontro sentido.
Essa respiração dessa pessoa que posso amar.
Deixa-me lúcido, mas não me permite raciocinar.

Minha visão fica enevoada com toda essa perfeição.
Nada melhor do nesse dia frio,
Abraçando-te e sentindo seu coração.
Quero para nunca acordar e sentir essa eterna ilusão.

Sei que não posso tê-la, sentimento mórbido.
Minha vida teria um ar de esperança por alguns segundos.
Por te amar e desejar vivendo com esse total tormento.
Minhas loucuras me levarão a um túmulo.
Pois sem coragem viverei como esses ratos imundos.



Quero um abrigo seguro, sem incertezas, quero algo que ninguém nunca terá, gozando dessa devastadora Ilusão, onde  por hora está minha solidão.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Indentidade

Quem sou eu?

Para quem devo me importar?

Quem terá essa resposta, certamente que encontro o caminho das duas portas, mas continuo como muitos abrindo diversas portas. Minha mente acaba se tornando meu maior labirinto, onde no passado misturado com o futuro acaba frustando no presente, alguns se perdem no passado, outros embreagam-se com sonhos no futuro, mas afinal quem sou eu?
Ninguém nunca terá profundamente essa resposta, alguns dirão se penso logo existo, mas se penso acabo é realmente morrendo, levando uma lógica simples minha existência recai na morte. Ironicamente essa dúvida resiste de modo que nunca poderá ser quebrada. Existência, indentidade acabam tornando-se uma ilusão da vida para que as pessoas tentarem se encontrar para depois se diferenciar.
Importar-se com algo, significaria "ser responsavel por aquilo que cativas". Contudo em que estar em nossa volta como um todo acaba não se importando com sua existência, como em um enorme cadurme de peixe protegendo-se de seu predador o grupo pode por se escapar de seu ameaçador, mas ainda sim o predador consegue sua alimentação não se importando com a ameaça do todo.
Quem detém o conhecimento de quem realmente é detém  controle de quem nunca soube que o que realmente é, transformando-o numa extensão de seus braços, por tanto descubra quem você é e ache sua porta...

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Único de muitos

Lamento

Luto, mas contudo, estou de luto
Preso, como um detento, para meu pior tormento
Morte sentou ao meu lado,
Ela me disse um algo
Que de todos os sentimentos
Unico que recai, seria o lamento

Ela se calou e meu deixou na desconfiança
Simplesmente o nada me esperaria?
Se seria, não deveria viver nessa distancia
Pois como ela disse, eu apenas lamentaria

Escondo-me na total escuridão
Pois sendo impassial, demonstrando minha aceitação
Em meu juizo, festas de muitos fungos
Levantando minha principal arma, o desespero
Por isso fico e fico cada vez mais de luto
Restando não muito, agora entendo, Futil
Sendo Futil


Estou fraco, cada dia que passa sinto minha fagulha da minha alma se apagando, seria mesmo certo, apagar de uma vez do que espera o pavil acabar?