terça-feira, 23 de março de 2010

Poesias de um Dia

Indignação da Compreensão sem Explicação.

Resolvi sair.
Saí de minha casa, em busca de liberdade.
Medo da solidão começa a me distrair.
Desfrutei de uma nostalgia sem mentalidade.

Resolvi sentir.
Um sentimento mútuo por alguém próximo
Corroendo feito ácido, sem poder definir.
Algo sem explicação, com um cheiro mórbido.

Demonstrei medo.
Confrontando com algo que trespassa minha alma.
Não compreendo esse sentimento, estou muito leigo.
Aproximo a fala em seu rosto com uma voz muito serena e calma.

Dei-lhe um beijo.
O silencio sentenciou uma lembrança de entorpecimento.
Algo de uma incrível magnitude, sem explicação, um desejo.
Fico triste por essa sensação, aos prantos, meu lamento.

Quando não se sabe o que está lá no fundo, você compreende que era você...

sexta-feira, 19 de março de 2010

Poesias de um Dia

Bebida da Alegria

Ao som da alegria, cante.
Hoje é dia mais que Dionísio
Ao som da alegria, dance.
Relembrando todas as vidas e mitos.
Apenas encha seu copo e diga a alguém que cante.

Pois nesta noite somente com o calor da fogueira.
Erga mais uma vez seu copo
Não a nada melhor que festejar.
Lute por este prazer
Para que guerra, para que matar?
Tudo que quero é festejar com você

Cabalei até um amigo ou inimigo
E faça apenas o que digo.
Vire este copo até que tudo passe
Todos seriam felizes
Sem armas nas mãos
Apenas alegria em seu coração.
Então faça o que digo
E venha beber comigo.


Melhor saída, se não uma festa. Embriagado sem sentir o eterno buraco em meu peito, se tornando heroico, sem medo. Imortal e Eterno enquanto dure essa festa.

terça-feira, 16 de março de 2010

Pequenos

Pensamentos fluem diariamente, em nossas mentes. Esse caos de ideias leva a um único sentido de egocentrismo e individualismo. Ninguém quer ser semelhante a ninguém todos somos diferentes e não habitamos o mesmo planeta, somos imortais, uma geração de imortais que não temem o perigo. Nossa existência pode ser tão curta quanta as de um bactéria.
Imagine nossa insignificância, somos uma bactéria em um tempo, como uma partícula de poeira, pois bem em nosso mundo somos do tamanho exato, a Terra seria essa partícula, e  todos nós estaríamos vivendo em sua superfície. Somos pequenos.
Porém pensamos, nossa eterna pergunta sobre quem nos criou nunca será respondida, talvez pelo caos e aleatoriedade do universo nós, estamos vivos e pelo mesmo motivo estamos pensando. Somos pensadores.
Lutamos um contra os outros pelo poder, pelo domínio de uma espécie e o domínio dessa pequena partícula de poeira, Pois queremos exaltar nossa própria condição de existência. Somos agressivos.
E tentamos gritar como uma forma de aliviar essa tensão, fazendo quadros, poesias e musica. O que nos deixa diferenciado dentre a multidão de pessoas diferentes. Somos Criativos
Talvez se pensássemos, o quanto pequenos somos, e ao mesmo tempo o tão importante seria nossa existência para nosso plano, seriamos de um modo mais tolerante com o próximo, pois nossa existência é pequena, e nosso coração, mesmo tendo alguns podres, é gigante. E assim nós nos amaríamos, no verdadeiro sentido da palavra.
Pois saberíamos que a diferença levaria a nossa própria destruição, mas quem se importaria com uma partícula de poeira?

quinta-feira, 4 de março de 2010

Poesias de um Dia

Prazer de tal/vez.

Acabo de acordar, mas não desejo levantar.
Penso em minha vida e não encontro sentido.
Essa respiração dessa pessoa que posso amar.
Deixa-me lúcido, mas não me permite raciocinar.

Minha visão fica enevoada com toda essa perfeição.
Nada melhor nesse dia frio,
Abraçando-te e sentindo seu coração.
Quero parar, nunca acordar e sentir essa eterna ilusão.

Sei que não posso tê-la, sentimento mórbido.
Minha vida teria um ar de esperança por alguns segundos.
Por te amar e desejar, vivendo com esse total tormento.
Minhas loucuras me levarão a um túmulo.
Pois sem coragem viverei como esses ratos imundos.

Pior momento será o de encostar a cabeça no travesseiro, na fuga da mente se depara com o rosto dela. A fuga da realidade, trás um descanso...



terça-feira, 2 de março de 2010

Poesias de um Dia

Fé de uma Fênix

Rompimento da Alma em choro
Retorno para as cinzas, após chamas;
Vivo em um corpo totalmente morto
Sonhos degenerados, onde alma clama.

Porém renasço das cinzas, no ardor do fogo.
Ergo minha espada mais uma vez
Abraçando nossa causa, com meu apelo;
Lutarei, para nunca ter medo,
Perdendo por completo minha lucidez.

Para que a paz reine em nosso porto
Pois assim descansarei...
Caso não, estará tudo morto.
Por tanto saiba, que para sempre te amarei,
Mesmo que todas as ilusões me levem a um fosso.


Esperança em um sentimento, esperança em uma amizade quase rompida, por isso fiz essa poesia, esperança de não perder uma amizade. Deu certo. Apesar de tudo...

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Poesias de um Dia

Força de vontade

Traindo minha honra,
Vivendo em pensamento possíveis vidas.
Aguardando por cada segundo por uma forma.
Onde possa amar, e fechar um pouco essas feridas,

Tentando luta e silenciado por essa mordaça.
Essa camisa de força social seguindo a tendência.
Minha esperança sobressai podendo moldá-la.
Tento supera essa torturante distancia.

Cada dia confinado há mais um dia.
Repetindo e não mudando em um tédio infernal
Deitarei em uma noite estrelada.
Olhando o rosto de minha amada
Em um dia de vida, um segundo colossal.

Peço forças, forças pra continuar.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Certa vez ...

Ofegante ele correu com os pulmões praticamente sugando seu intestino, saberia que seria tarde de mais se cada elemento do aleatório tivesse ocorrido de forma diferente, aquilo não aconteceria como ele realmente queria que acontecesse, fechou os olhos.
Era tudo um sonho e ficou por ver incontáveis estrelas em um céu nu sobre sua cabeça, está ofegante com o repentino despertar, o frio sobre sua espinha dava as horas da madrugada escura. Deveria realmente está ali de fronte com seu destino? Olhando pra vastidão do escuro percebeu que as formas começariam a aparecer para atormentá-lo nessa noite silenciosa. Sua coragem se esvaia como uma água corrente, tomado pelo desespero e deitar com o peito pra cima, uma mão veio para irradiar seus medos, uma mão morna e ao mesmo tempo tremula.
Ao se deitar de lado viu um rosto, o rosto mais angelical que viria em sua vida até então, suas orelhas ardiam com essa presença por ventura esquecida. Estava ali com os olhos fechados e iluminados por poucas estrelas de uma noite quente de verão a menos de três centimetros de seu nariz. Admirou as formas na penumbra por um tempo deixando sua existência de lado, suas preocupações, tudo, apenas olhando o formato do nariz e de suas têmporas e por hora seus lábios, e algo aconteceu pela coincidência  de seu sonho pela sua filosofia caótica, os três centímetros já não eram nada após um vento frio dessa noite junto com um abraço.
Ele não esperava por isso, meu intimo rugia como uma fera presa sentia algo quente em seu pulmão, com as cabeças junta ocorreu um beijo repentino e rápido, queria aquilo naquele momento mais que tudo, sem se preocupar com o amanhã, sem se preocupar com o ontem, querendo apenas esse beijo junto às estrelas, pois elas acabariam sendo seu único confidente.
A noite se passava em uma troca de carinhos dessa amizade de muito tempo, com uma definição singular e bem própria, que estranho disse ela perguntando com o rosto próximo, recebendo apenas uma contra-resposta de mais ou menos.
A noite virou dia e abraçados viram o nascer do sol e nunca mais eles retornaram a se abraçar por fato do destino, um não pertence ao outro e nunca pertencerão, somente por uma series de fatores que levaram a um beijo em uma noite quente de verão sobre as estrelas.