sábado, 24 de abril de 2010

Poesias de um Dia

Paixão da Solidão

Fogo trêmulo e agonizante de uma vela,
Ao silencio torturante dela
Testemunha nossa intimidade.
Destroçando minha mente, em pura maldade.
Sentenciando o fim da noite.

Desfrutando de simples destreza,
A única certeza da incerteza.
Açulando todos os meus eternos calos
Tudo por um simples vocábulo.
Meus olhos fixos nos seus, procrastinados.

Mas sempre sabendo de minha solidão
Por uma noite de uma paixão
Com a ironia de uma parede
Continua tudo calado, emaranhado em eternas redes

Espaçamento de minhas tripas
Desde que se abra as pernas
Querendo sair,
Um grito para desistir
Deixando esse sentimento de quinta.

Onde a não existe intenção
Apenas essa paixão da solidão.


Deite-se com alguém que nunca saberá o nome, o nome será Solidão...

sábado, 17 de abril de 2010

Poesias de um Dia

Tarde

Tempo matando muitas vidas
E varias vidas matam o tedioso tempo
Levando seus restos para própria cripta
Tendo como única lembrança em vida, seus lamentos
Remexendo em suas eternas feridas

O passado nunca deixa o futuro
Levantando sempre desentendimentos
Presente acaba agora, e tudo estar sempre escuro
Mas me acostumarei com esse sentimento
Ele sempre passa e todos ficam apenas com murmúrios

Algo na mente de muitos
Uma essência divina
Que quando percebem é apenas algo fútil
Vendo esperanças
Mas vendo somente as minhas
Antes que o tempo compre as suas.

Quando eu percebi estava sozinho, e sozinho esta morto, e se morto estava sem esperança e sem importancia....

terça-feira, 13 de abril de 2010

Poesias de um Dia

Perdão

Deus me perdoe por não acreditar em você
Sei que sua graça me trará desgraça
Mas saiba que meu egoísmo será por você
Mesmo sabendo que cairei na mesma lastima

Quero agradecer primeiramente a Deus
Pelo simples fato de ter me dado adeus
Sabe que sempre serei um devoto
E por ter me colocado esse tal rótulo

Sua bondade é infinita perante aos fieis
Desde que sua indulgência, lhe traga mil anéis
Nesse Deus dos homens, nunca irei acreditar
Pois a vida é sofrida e será mais, depois que ele me matar

Meu único Deus é algo inexplicável
Como um fluxo constante de energia
Deixando meu ego mais responsável
Do que nesse que sempre mentia

Quero seu perdão
Enquanto me afogo em inúmeros puteiros
 Essa vida vazia leva-me a solidão,
Estragando assim seu roteiro
E tudo que fiz foi cuspir em sua mão.


Será que ele deixou de acreditar em mim, será que deixei de acreditar nele?

terça-feira, 6 de abril de 2010

Minhas Duas Portas para Meu Tridente

Toda vez que tomo uma decisão não sei ao certo o impacto que isso irá trazer, mas terei que toma essa decisão, muitos sairão de forma diferente sobre minhas escolhas, e minhas escolhas serão redirecionadas pelo fato de outras pessoas escolherem, e o ciclo continua.

Quando faço uma escolha, estaria realmente escolhendo por minha vontade ou vontade alheia, que mais implícito que possa ser. Escolho pela possibilidade que me é dado, mas isso irá gerar dois caminhos em sua pura dualidade dos fatos, se essa escolha me satisfez ou não.

Isso me levará a outro cenário onde terei mais escolhas, e lhe digo nenhuma delas será errado ou certo, contudo te levarão a um local, essa caótica ligação trás sempre a duvida para muitos e a certeza para poucos, e muito mais importante a tentativa para todos. Com isso muitos se deixam levar pela aleatoriedade dos fatos, mas com um planejamento pode-se traçar um caminho nessa tempestividade de escolhas, para te levar não em um lugar certo ou errado, mas em um lugar que será o seu lar.

Não sei meu lugar ainda, ando ainda nessa tempestividade, mas quando achar esse lugar saberá onde é. Um local onde terei estabilidade para sobreviver, um lugar onde terei amigos para o prazer da vida irá compartilhar, um lugar onde posso me questionar e se aprender mais, isso seria o ideal de felicidade. Estabilidade, Amizade e Sabedoria.

terça-feira, 30 de março de 2010

Poesias de um Dia

Amor Passageiro

Quando ando nessas brasas
O tempo de repente para
Cada segundo se dispara
Ficando aos teus braços
Deixando apenas migalhas de ratos

Tudo começa em uma madrugada
Levando minha carne desalmada
Colocando minha razão nessa jaula
Então, no meio da noite, percebo
Foram embora todos os meus medos

Estou de novo com o mesmo vazio
Sem ninguém, nem um mero ruído
Aquilo que antes existia
Agora simplesmente partia

Acaba antes de sentir saudade
Levando um lapso de felicidade
E tudo fica em silêncio
E junto aos meus pensamentos, esse lamento.


Tudo é passageiro, para que história possa se repetir, eu te amei por um segundo e no outro te odiei, pois passou. Mas tudo que realmente quero seria um amor eterno.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Poesias de um Dia

Chance Desperdiçada

Ando em uma estrada de terra
Flagelando minha alma, com muita dor.
Desespero que assola minha mente
Rasgando minha mão com todas as pedras
Esse corpo não sentiu mais calor
Morto, e com coração carente...

Solitário, olho para o céu laranja,
Pela minha mão, a luz, trespassa.
A natureza saúda minha partida
Em um grito de trovão, e o choro da chuva...
Vejo meu corpo caído, totalmente na lama.

Desfaleço no chão e choro,
Tendo apenas mais um desejo
Queria ao menos toca seu rosto
Mesmo nesse meu estado morto...
Pensei muito nessas palavras,
Para que assim que puder, recita a minha amada...


Demorei para entender que posso perder a oportunidade de estar com alguém que gosto e não falar nada, nem mesmo me aproximar dela, e tudo seria em vão e ficaria perdido em meus lamentos.

terça-feira, 23 de março de 2010

Poesias de um Dia

Indignação da Compreensão sem Explicação.

Resolvi sair.
Saí de minha casa, em busca de liberdade.
Medo da solidão começa a me distrair.
Desfrutei de uma nostalgia sem mentalidade.

Resolvi sentir.
Um sentimento mútuo por alguém próximo
Corroendo feito ácido, sem poder definir.
Algo sem explicação, com um cheiro mórbido.

Demonstrei medo.
Confrontando com algo que trespassa minha alma.
Não compreendo esse sentimento, estou muito leigo.
Aproximo a fala em seu rosto com uma voz muito serena e calma.

Dei-lhe um beijo.
O silencio sentenciou uma lembrança de entorpecimento.
Algo de uma incrível magnitude, sem explicação, um desejo.
Fico triste por essa sensação, aos prantos, meu lamento.

Quando não se sabe o que está lá no fundo, você compreende que era você...